sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Setor têxtil inicia mobilização pela redução do ICMS paulista



Deputado Chico Sardelli é coordenador da Frente em Defesa do Setor Têxtil e de Confecções

O setor têxtil e de confecções inicia uma grande mobilização no Estado de São Paulo pela redução do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) paulista de 12% para 7%. A primeira reunião com essa finalidade foi realizada ontem à tarde na Assembleia Legislativa, em São Paulo, organizada pelo coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Têxtil e de Confecções, deputado Chico Sardelli (PV), e pelo Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana e Região).
De acordo com Sardelli, um cronograma de trabalho será elaborado para os próximos 30 dias. Além dos deputados integrantes da Frente, a intenção é sensibilizar os demais deputados do Parlamento Paulista para a luta do setor, levando o assunto até o Colégio de Líderes se for necessário. Outra ação será o agendamento de reuniões com as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, da Fazenda e a Casa Civil.
“A Frente Parlamentar está comprometida em avançar nas discussões sobre a principal reivindicação do setor têxtil hoje, que é a redução da alíquota do ICMS. Vamos trabalhar em conjunto com as entidades representativas do setor até alcançarmos esse objetivo”, destacou. O deputado disse que será elaborado um documento com os argumentos que demonstram a viabilidade da redução do imposto. Atualmente, o valor cobrado para o segmento está em 12% para fiação e tecelagem e 18% para confecções. "Vamos provar que, baixando a alíquota, não implica em queda na receita, pelo contrário deve haver um aumento na arrecadação em torno de 9,6%".
Segundo Rafael Cervone Neto, presidente do Sinditêxtil, somente no Estado de São Paulo o setor emprega 450 mil pessoas, sendo 75% de mulheres, em 16 mil empresas. No período de janeiro a junho de 2008, foram criados 9.226 postos de trabalho no Estado, enquanto que em 2009, no mesmo período, houve uma redução de 4.124 vagas. No Brasil, o fechamento de postos no primeiro semestre foi de 5.684. Por esses números, São Paulo representa 73% do desemprego no setor no país. Guerras - O presidente do Sinditec, Fábio Beretta Rossi, considerou que o segmento enfrenta duas guerras: a invasão dos produtos asiáticos e a concorrência com outros Estados brasileiros, que oferecem incentivo às empresas e têm impostos mais baixos. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a alíquota é zero, no Ceará (1%), Rio de Janeiro (2,5%) e Sergipe (3,5%). “Precisamos de uma solução imediata. São Paulo não pode se omitir à guerra fiscal, mas devolver a competitividade do setor”. O Sinditec apresentou um documento durante o evento, que será entregue também a todos os deputados, com um detalhamento sobre os problemas que o setor enfrenta e sugerindo a formação de um grupo de trabalho composto pela Abit, Fiesp, sindicatos patronais, representantes da Federação dos Trabalhadores, integrantes da Frente Parlamentar Paulista e do Governo do Estado, “para que num prazo relativamente curto tenhamos uma solução