
Deputado Chico Sardelli é coordenador da Frente em Defesa do Setor Têxtil e de Confecções
O setor têxtil e de confecções inicia uma grande mobilização no Estado de São Paulo pela redução do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) paulista de 12% para 7%. A primeira reunião com essa finalidade foi realizada ontem à tarde na Assembleia Legislativa, em São Paulo, organizada pelo coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Têxtil e de Confecções, deputado Chico Sardelli (PV), e pelo Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana e Região).
De acordo com Sardelli, um cronograma de trabalho será elaborado para os próximos 30 dias. Além dos deputados integrantes da Frente, a intenção é sensibilizar os demais deputados do Parlamento Paulista para a luta do setor, levando o assunto até o Colégio de Líderes se for necessário. Outra ação será o agendamento de reuniões com as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, da Fazenda e a Casa Civil.
“A Frente Parlamentar está comprometida em avançar nas discussões sobre a principal reivindicação do setor têxtil hoje, que é a redução da alíquota do ICMS. Vamos trabalhar em conjunto com as entidades representativas do setor até alcançarmos esse objetivo”, destacou. O deputado disse que será elaborado um documento com os argumentos que demonstram a viabilidade da redução do imposto. Atualmente, o valor cobrado para o segmento está em 12% para fiação e tecelagem e 18% para confecções. "Vamos provar que, baixando a alíquota, não implica em queda na receita, pelo contrário deve haver um aumento na arrecadação em torno de 9,6%".
Segundo Rafael Cervone Neto, presidente do Sinditêxtil, somente no Estado de São Paulo o setor emprega 450 mil pessoas, sendo 75% de mulheres, em 16 mil empresas. No período de janeiro a junho de 2008, foram criados 9.226 postos de trabalho no Estado, enquanto que em 2009, no mesmo período, houve uma redução de 4.124 vagas. No Brasil, o fechamento de postos no primeiro semestre foi de 5.684. Por esses números, São Paulo representa 73% do desemprego no setor no país. Guerras - O presidente do Sinditec, Fábio Beretta Rossi, considerou que o segmento enfrenta duas guerras: a invasão dos produtos asiáticos e a concorrência com outros Estados brasileiros, que oferecem incentivo às empresas e têm impostos mais baixos. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a alíquota é zero, no Ceará (1%), Rio de Janeiro (2,5%) e Sergipe (3,5%). “Precisamos de uma solução imediata. São Paulo não pode se omitir à guerra fiscal, mas devolver a competitividade do setor”. O Sinditec apresentou um documento durante o evento, que será entregue também a todos os deputados, com um detalhamento sobre os problemas que o setor enfrenta e sugerindo a formação de um grupo de trabalho composto pela Abit, Fiesp, sindicatos patronais, representantes da Federação dos Trabalhadores, integrantes da Frente Parlamentar Paulista e do Governo do Estado, “para que num prazo relativamente curto tenhamos uma solução
De acordo com Sardelli, um cronograma de trabalho será elaborado para os próximos 30 dias. Além dos deputados integrantes da Frente, a intenção é sensibilizar os demais deputados do Parlamento Paulista para a luta do setor, levando o assunto até o Colégio de Líderes se for necessário. Outra ação será o agendamento de reuniões com as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, da Fazenda e a Casa Civil.
“A Frente Parlamentar está comprometida em avançar nas discussões sobre a principal reivindicação do setor têxtil hoje, que é a redução da alíquota do ICMS. Vamos trabalhar em conjunto com as entidades representativas do setor até alcançarmos esse objetivo”, destacou. O deputado disse que será elaborado um documento com os argumentos que demonstram a viabilidade da redução do imposto. Atualmente, o valor cobrado para o segmento está em 12% para fiação e tecelagem e 18% para confecções. "Vamos provar que, baixando a alíquota, não implica em queda na receita, pelo contrário deve haver um aumento na arrecadação em torno de 9,6%".
Segundo Rafael Cervone Neto, presidente do Sinditêxtil, somente no Estado de São Paulo o setor emprega 450 mil pessoas, sendo 75% de mulheres, em 16 mil empresas. No período de janeiro a junho de 2008, foram criados 9.226 postos de trabalho no Estado, enquanto que em 2009, no mesmo período, houve uma redução de 4.124 vagas. No Brasil, o fechamento de postos no primeiro semestre foi de 5.684. Por esses números, São Paulo representa 73% do desemprego no setor no país. Guerras - O presidente do Sinditec, Fábio Beretta Rossi, considerou que o segmento enfrenta duas guerras: a invasão dos produtos asiáticos e a concorrência com outros Estados brasileiros, que oferecem incentivo às empresas e têm impostos mais baixos. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a alíquota é zero, no Ceará (1%), Rio de Janeiro (2,5%) e Sergipe (3,5%). “Precisamos de uma solução imediata. São Paulo não pode se omitir à guerra fiscal, mas devolver a competitividade do setor”. O Sinditec apresentou um documento durante o evento, que será entregue também a todos os deputados, com um detalhamento sobre os problemas que o setor enfrenta e sugerindo a formação de um grupo de trabalho composto pela Abit, Fiesp, sindicatos patronais, representantes da Federação dos Trabalhadores, integrantes da Frente Parlamentar Paulista e do Governo do Estado, “para que num prazo relativamente curto tenhamos uma solução
